Written on Junho 21st, 2012 , Galeria de fotos

A revista WINE – A Essência do Vinho distingue os restaurantes portugueses que melhor tratam o vinho.

Todos os restaurantes que alcançaram uma pontuação igual ou superior a quatro valores (numa escala de zero a cinco) na avaliação dos “Restaurantes com Melhor Serviço de Vinhos”, realizada mensalmente pela publicação, sob rigoroso anonimato, receberão a distinção que o premiará como… “Good Wine Restaurant !”

O Amândio Restaurante obteve uma classificação que o tornou amigo do vinho!

Written on Junho 21st, 2012 , Noticias

Conhecer bem a Rua Direita (ou Rua do Meio), da Vila de Caminha é conhecer a História dos diversos estilos de vida, trajes e costumes, da alimentação e, até, dos ambientes de cada época: a Vila Medieval com a Rua do Meio como eixo, a mais importante (a mais imponente) e à porta de Viana (Torre do Relógio); o Terreiro (designado por Campo da Feira), já na periferia da Vila Medieval onde vai surgir o chafariz, a Casa dos Pitas e as fachadas da Misericórdia; a rua (arrabaldes ou aldeias), do bairro, da feira semanal, das diversas ligações que a apartir do Terreiro se faziam pela Rua do Vau, da Corredoura e dos Pescadores, quer para Terras de Viana; como as Terras de Valença e Cerveira. Três tipos de habitação, também, ajudam a compreender as respectivas classes sociais: a casa burguesa (desde a Manuelina até aos nossos dias) erguida sobre ampla loja e sacada (Rua Direita); no Terreiro as casas nobres do Séc. XVII eXVIII; na Rua dos Pescadores (arrabaldes), a meia casa ou o meio fogo, como refere o Dicionário Geográfico.

É na Rua Direita que fica o Amândio Restaurante, junto a uma outra casa nobre onde nasceu e viveu Sidónio Pais. Correspondendo à antiga loja, a sala de refeições com capacidade para 45 pessoas é acolhedora e evocativa de toda a história da Vila Medieval. Uma pequena mas requintada mostra de artigos de artesanato, cultura e arte se misturam com algumas peças de etnografia, literatura gastronómica, envolvida por grandes vinhos, sinónimo de uma “boutique” de vinhos de Excelência que o Amândio sempre prazenteiro não se cansa de gabar e propor, como acompanhamento ideal para os pitéus duma renovada cozinha tradicional.

Do cardápio apresentado, rico em entreténs de boca (as saborosas castanhas salteadas no tacho com toucinho entremeado, mexilhão, amêijoas em salsa do branco loureiro, os escabeches, salada de bacalhau, entre outros), fomos para o arroz de robalo à Tio Maçarico (homenagem aos Homens do Mar) e um pernil de porco com feijão encarnado e arrozinho de carqueja (claro, de porco bízaro/celta).

O Amândio prontificou-se a dizer-nos como era este robalo, apanhado nas correntes da Ínsua, nas artes de “curricar”: amanha-se o peixe com sal grosso, faz-se um refogado com bom azeite, cebola, alho, pimenta e vinho branco Alvarinho. Juntam-se as postas e deixa-se cozer; mais tarde, o arroz necessário. Nas sobremesas optamos por um doce. E nada melhor que um sabor a Natal, com as saborosas, porque únicas rabanadas ao Amândio para fechar este culto da Boa Mesa do Alto Minho.

Artigo publicado no Congresso de Gastronomia do Alto Minho

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